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Quando acontece o impossível

Os seres humanos são tão frágeis, quanto tão grandes se sentem na sua irrisória mente de seres que tudo sabem e dominam!

Somos assim, porque a vaidade bacoca que todos os dias cultivamos, exige-nos estratégias metodicamente elaboradas para criar e manter cenários cujo único fim é esconder a vulgaridade da incompetência.

Tudo vai bem, quando o contexto é dominado pelo canto de sereias especialmente preparadas para atrair as hostes ao maravilhoso do imaginário idílico de manhãs radiosas onde a brisa do irreal a todos inebria.

Quando menos esperamos a hecatombe do impossível esmaga a pacatez da dormência da consciência coletiva, substituindo o enlevo do sonho maravilhoso pela incomensurável dor do inacreditável.

Em menos de 12 horas um incêndio nunca equacionado no catálogo dos vendedores de acidentes à medida dos conceitos e cartilhas incompreensivelmente intocáveis para gaudio, de quem os promove, atira-nos para o desespero e para a necessidade de nos retratarmos.

É terrível sermos confrontados com a monstruosidade de um incêndio florestal que num abrir e fechar de olhos faz dezenas de vítimas mortais, dezenas de feridos, dezenas de desalojados, milhares de homens e mulheres profundamente chocados porque o chão da segurança que ao longo das suas vidas nunca tremeu está profundamente abalado.

Não posso deixar de me perguntar:

O que andei eu a fazer por aqui há 27 anos?

Qual foi a consequência das palavras, das ideias, dos sentires com que tantas vezes confrontamos aqueles e aquelas que nos pareciam ser importantes para atingirmos os fins que acreditávamos ser imprescindíveis à construção das respostas certas?

Tanta dedicação, tanta entrega, tantos anos, tantos meses, tantos dias, tantas horas dedicadas à nobre causa de ajudar a crescer a proteção e socorro que tem por fim único salvaguardar a vida e os bens daqueles que connosco nasceram e cresceram e de um golpe ficamos a perceber que tudo se foi sem deixarmos nada de importante e inspirador de confiança…

Tanto suor, tanto sangue, tantas vidas colocadas em sacrifício no altar da solidariedade para sem saber porquê assistirmos impotentes ao desabar de tanta desgraça sobre os nossos irmãos de todos os dias.

Porque é que será que a implacável desgraça escolhe sempre os mais desfavorecidos e já de si marcados pela agressividade da ruralidade interior onde já só há velhos de fibra e uma diminuta plêiade de jovens que acreditam que o impossível não lhes resistirá?

A esta dor desconfortável de termos descoberto que tudo apostamos e tudo perdemos só podemos responder de duas formas:

- Deitamos a toalha ao chão, damos largas à desilusão e ao desencanto, vociferamos contra tudo e contra todos, incluindo nós próprios ou num ato de pura revolta e garra cerramos os punhos, fazemos jus à história de mais de 600 anos que uma comunidade insigne, de homens e mulheres ímpares, nos legaram e reconstruimo-nos, mais uma vez, a partir das raízes que alimentam os nossos princípios e valores.

As dificuldades onde amassamos a nossa fibra dá-nos o saber suficiente para todos juntos continuarmos a lutar para encontrarmos os caminhos para que o interior continue a ter condições de vida para gaudio e felicidade dos nossos filhos.

O sangue e as vidas dos nossos irmãos exigem-nos que o tempo de acreditarmos que outros podem fazer por nós, acabou.

Choremos os nossos irmãos e honremos a sua memória ASSUMINDO-NOS

Santa Marinha do Zêzere, 6 de Março de 2017

O Presidente da Direção

José Miranda


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Em caso de acidente ou doença súbita ligue 112.

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O 112 é o Número Europeu de Emergência, sendo comum, para além da saúde, a outras situações tais como incêndios, assaltos ou roubos. As chamadas efectuadas para o 112 são atendidas, em primeira linha, por uma Central de Emergência da PSP que apenas canaliza para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM as chamadas que à saúde digam respeito.

Para mais infomações aqui


Fogos florestais - Prevenção

0 seu contributo para proteger a floresta do fogo baseia-se na adopção de algumas acções preventivas, medidas de simples bom senso, sempre que haja risco de incêndio e sobretudo durante o período crítico dos fogos florestais.

  • Não faça queimadas em terrenos situados no interior das matas, nem numa distância até 300 metros dos seus limites.
  • Não lance foguetes ou fogo de artificio dentro das matas nem numa distância até 500 metros dos seus limites.
  • Não queime lixos no interior das florestas nem numa distância até 100 metros dos seus limites.
  • Não faça lume de qualquer espécie no interior das matas e nas estradas que a atravessam, e Limpe o mato, num minimo de 50 metros à volta das habitações, armazéns, oficinas e outras instalações.

Ajude-nos a ajudar! Proteja o seu bem estar.